15 December, 2018, 05:23

O impacto da internet no Mercado Publicitário

Imagina que você está andando em um trem que tem apenas um destino, você admira a paisagem e entra em contato com ela, mas não pode descer dele, nem registrar o que poderia ser melhorado ou não durante o percurso.

Assim era feita a publicidade antes do advento da internet. A mensagem dos anúncios era unilateral, ou seja, sem interação ativa com o público. A gente até podia comentar e contestar a forma como ela era feita, mas nossas críticas dificilmente chegariam até a marca.  

Além da colaboração do consumidor para propagar a mensagem das campanhas, hoje as empresas não precisam desembolsar mais tanta grana para injetar nas mídias, pois a internet barateou a divulgação desse serviço.

Essa evolução tecnológica ampliou as possibilidades de formatos de conteúdo, não é a toa que textos em blogs e vídeos em plataformas como Youtube e Netflix não param de crescer. A geração se democratizou e passou a consumir mais canais digitais.

A mudança de posicionamento e comunicação das instituições veio justamente desse entendimento maior do público. Quem não se lembra daquela polêmica que a Skol se envolveu no carnaval de 2015?

Quando a campanha do “Esqueci o não em casa” bateu na porta das redes sociais, rapidamente ela foi trancada pro lado de fora da aceitação do público feminino, que opinou imediatamente sobre a interpretação dúbia que a frase trazia.

As repercussões negativas acompanhadas da acusação de incitação ao estupro trouxeram uma nova era para a marca,  que, a partir de então, deixou pra trás a objetificação feminina e passou a envolver-se com causas como a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, da qual foi patrocinadora oficial da parada LGBTQ+ nas últimas três edições.

Percebendo o impacto que esse tipo de campanha traria para a sociedade, em 2018, marcas como Burger King, Bis, Trident e Quem disse, Berenice? se uniram à Skol e doaram valores para as ONGs Coletivo Não Desculpo, Casinha, TODXS e Coletivo Transformação, fazendo uma comunicação mais inclusiva.

A opinião pública recriou a forma de fazer anúncios e evoluiu em seus posicionamentos, trazendo mais inclusão, respeito, pluralidade, diversidade e representatividade aos nossos motes publicitários. Dar voz às pessoas amplifica e aprofunda nossas boas ações, dentro e fora da publicidade.

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