15 December, 2018, 05:21

Play no probleminha! Globo proíbe astros de migrarem para a Netflix

Depois de muitos anos dominando o índice de audiência e os talentos da TV brasileira, a Globo acaba de ganhar uma super nova concorrente, a Netflix.

Em 2016, o Brasil lançou sua primeira série na plataforma de streaming, chamada 3% e agora, em 2018, além da renovação para uma segunda temporada, foram lançadas também “O Mecanismo”, “Samantha!”, “Coisa Linda” e “Sintonia”, ainda em produção.

Em julho de 2018, o diretor da Globosat Alberto Pecegueiro não poupou críticas à Netflix durante a primeira manhã de debates do Fórum Pay TV, espaço de encontro entre as representantes de todo o universo de TV por assinatura do Brasil.

Pecegueiro criticou duramente a política de preços praticada pela plataforma de streaming e ainda disse que a tática da Netflix pode arruinar não só a indústria como também a própria empresa.

Agora, a emissora resolveu proibir negociações de seus contratados com a concorrente. VISH.

Desde 2015, os contratos com os atores pela Rede Globo têm sido feitos por obra e não mais a longo prazo, como eram feitos anteriormente.

Se por um lado houve incômodo e um certo mal estar, por outro, este novo formato abriu um universo de possibilidades para quem trabalha com atuação. Fernanda Vasconcellos e Maria Flor, duas atrizes bem conhecidas da nossa telinha, inclusive, já estarão na nova temporada de 3%.

Após 10 novelas exibidas pela Globo, o ator Marco Pigossi também assinou com a Netflix para duas séries da plataforma, uma delas, inclusive, já foi finalizada. “Tiedlands” foi gravada na Austrália e ainda não tem data para estreiar.

Em uma entrevista para o jornal Folha de São Paulo, Pigossi disse que foi uma grande oportunidade para experimentar coisas novas e alcançar um público maior, diferente do que estava acostumado.   

Cidades Invisíveis começará a ser gravada no início do próximo ano e contará com a direção do brasileiro Carlos Saldanha. Produções independentes têm crescido muito no Brasil. Segundo a Digital TV Research, o Brasil deve ser um dos principais fornecedores de público para a expansão da Netflix nos próximos cinco anos.

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