16 November, 2018, 18:47

Tecnologia a serviço da democracia

Já estamos vivendo nas eleições do futuro. As cenas de rotina dos candidatos nunca foram tão presentes em nossas redes sociais. Momentos banais de encontros com os amigos se tornam grandes momentos, incentivam conversas e provocam discussões dentro e fora da internet.

O papel se transformou em urna, as assinaturas agora são digitais e o título de eleitor pode ser guardado dentro da tela do celular. Embora toda essa tecnologia ainda provoque uma certa desconfiança nos eleitores, não dá pra negar que essa modernização facilitou muito a vida dos brasileiros.

Considerado como um dos sistemas mais avançados do mundo, o voto eletrônico traz a contabilidade dos números e o nome dos futuros senadores, deputados e presidente 04 horas depois do encerramento do dia eleitoral.  

No ano de 2009, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quis provar a credibilidade do código-fonte da urna eletrônica, então convidou hackers para tentar invadir o sistema. Durante 04 dias seguidos, eles tentaram acessar os dados de teste dentros dos aparelhos, mas não tiveram sucesso. O teste serviu ainda para aperfeiçoar a segurança no aparelho de votação.  

Inclusão Digital

Nas eleições 2018, todas as zonas eleitorais terão urnas biométricas, dispensando a apresentação de documentos pelo eleitor, que terá apenas que colocar a digital no leitor ótico para ser identificado. A prática anula a tentativa de fraude no âmbito do voto.

Apesar de todas essas medidas, os riscos de manipulação eleitoral através das fake news ou propagandas eleitorais que circulam em todas as esferas da internet ainda são muito grandes.

Acontece que uma simples informação falsa acaba influenciando na decisão de uma sociedade inteira, gerando impactos diretos em nossas vidas. A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV – DAPP) divulgou um estudo que mostra que contas automatizadas motivam até 20% de debates em apoio a políticos no Twitter.

O levantamento mostra como robôs ou bots (perfis falsos presentes em mídias sociais) são capazes de distribuir, em escala industrial, mensagens pré-programadas, impondo riscos à democracia e ao processo eleitoral de 2018.

Saiba o que pode e o que não pode ser feito pelos candidatos no ambiente virtual
Proibido
  • Eleitores ou apoiadores não podem custear o impulsionamento de publicações em redes sociais.
  • É proibida a utilização de robôs para ampliar o alcance de postagens.
  • O WhatsApp não pode ser usado para enviar propaganda aos eleitores sem consentimento.
  • Conteúdos pago em blogs também não estão autorizados.
Liberado
  • Posts patrocinados em redes sociais e investimentos em ferramentas de busca, desde que pagos pelo próprio candidato, pela sigla ou pela coligação à qual ele está vinculado.
  • SMS é permitido desde que exista mecanismo para descadastramento. No dia da eleição está vetado.

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